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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Horror no Pinheirinho visto de dentro da ocupação

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Se manter a internet livre é algo com que você também se preocupa, faça a sua voz valer! Compartilhe, espalhe, proteste!

Por mais de uma década, nós, juntamente com outros milhões de voluntários por todo o mundo, contribuímos em centenas de línguas para a construção da Wikipédia.


Fizemos isso porque amamos compartilhar o conhecimento, e queremos que este chegue a todos. E só podemos fazer isso porque a internet é livre.

Entretanto, o Congresso dos Estados Unidos da América está a considerar duas propostas de lei que permitirão censurar e reprimir a maior comunidade livre do mundo.

Se as propostas de lei Stop Online Piracy Act (SOPA) ou a Preventing Real Online Threats to Economic Creativity and Theft of Intellectual Property Act (PROTECTIP) forem aprovadas, elas irão destruir a liberdade que possibilitou a Wikipédia ser o que ela é hoje.

Para mais informações, veja a carta escrita por Sue Gardner, Diretora Executiva da Wikimedia Foundation.
Se manter a internet livre é algo com que você também se preocupa, faça a sua voz valer, compartilhe, espalhe, proteste!
Wikipédia

domingo, 15 de janeiro de 2012

Análise da cobertura do episódio do Santuário dos Pajés em Brasília.

Diferentes abordagens de um evento jornalístico

Carolina de Moraes Souza via midiaepolitica.unb.br

 


O artigo tem como objetivo apresentar uma análise crítica e comparativa de duas reportagens publicadas em jornais on-line, contrapondo as visões de um mesmo evento nos sites da Câmara dos Deputados e do Correio Braziliense.
O assunto tratado pelos veículos é a discussão em torno da construção do Setor Noroeste, em Brasília, em uma área conhecida como “Santuário dos Pajés”. A região é habitada por tribos indígenas desde 1975. A construção no local teve início em meio a muita polêmica, uma vez que manifestantes apoiadores da causa indígena impediram o início das obras. A partir daí, as construtoras recorreram à Justiça pedindo reforço policial para impedir que manifestantes e indígenas não atrapalhassem a continuidade das construções.
Para avaliarmos as reportagens é necessário o esclarecimento de alguns conceitos discutidos no jornalismo. Inicialmente, trataremos da impossibilidade de o jornalista ser totalmente imparcial no momento em que escreve a matéria. Pena (2007, p. 50) explica que o tema da objetividade jornalística pode ser relacionado à idéia de que os fatos são construídos de formas muito mais complexas, não sendo possível interpretá-los como a “expressão absoluta da realidade”.
Como a objetividade é um conceito relativo, podemos afirmar que todas as coberturas jornalísticas se diferenciam, ou seja, os fatos são reportados de diversas formas, dependentes da visão e do enfoque dado pelo jornalista. Assim, tentaremos pontuar as diferenças e semelhanças presentes entre as abordagens dos veículos.

Análise dos lides
Podemos analisar as reportagens a partir dos seus lides, presentes na estrutura básica da redação jornalística e que, segundo Jorge (2008, p. 226), corresponde ao “primeiro parágrafo do texto jornalístico, que traz as principais informações da notícia”. Já para Pena (2007, p. 43), o lide tem a função de “apontar a singularidade da história”. Essa singularidade afirmada por Pena é determinada por quem escreve a matéria e, dessa forma, o lide satisfaz não só a informação considerada mais importante, como também o enfoque dado à matéria.
Para tanto, examinaremos os lides das respectivas reportagens:
Câmara.gov: “Em audiência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, indígenas classificaram de ilegal a ação policial no Santuário dos Pajés, local de construção do  setor habitacional Noroeste, em Brasília. Segundo os participantes da audiência, centenas de policiais chegaram ao local na manhã desta quinta-feira para garantir que três empresas retomassem os trabalhos de construção do novo bairro.”
Correiobraziliense.com: “As obras no Setor Noroeste, que estavam paradas desde o dia cinco de outubro, devido às manifestações de índios e protestos de estudantes, foram retomadas por volta das 6h da manhã desta quinta-feira (03/11). De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, cerca de 80 policiais estão no local para garantir a segurança dos trabalhadores”.
Abordagens distintas
A abordagem escolhida pelo site da Câmara é institucional e visa informar e esclarecer a comunidade a respeito do envolvimento da Casa no embate entre os indígenas e manifestantes e as empresas construtoras dos prédios de apartamentos do Setor Habitacional Noroeste. O viés da matéria aborda a discussão sobre a probabilidade de ação ilegal da polícia contra os direitos humanos das minorias, no caso, os indígenas.
Já o texto do Correio Braziliense, por se tratar de jornal de grande veiculação na Cidade, tem o interesse de mostrar pelo lide maior quantidade de novas informações sobre o assunto, ou seja, as notícias anteriores sobre o caso ficam implícitas. É reportada a continuidade das obras do Setor Habitacional Noroeste, informação que interessa aos compradores atuais e futuros, às empreiteiras construtoras no local, como também ao mercado imobiliário de Brasília, do ponto de vista financeiro e econômico. Como o jornal em que foi extraída a notícia é um veículo de grande audiência, a abordagem tem público alvo definido e não possui o enfoque político verificado no texto da Câmara.
Confirmamos as observações acima pelo contraste dos títulos informativos das duas matérias. Na reportagem da Câmara, o título já parte do pressuposto que o local é um santuário indígena e sugere que ocorreu uso ilegal da força policial, fatos motivadores do envolvimento da Casa. Na informação noticiada pelo Correio Braziliense, o objetivo é o de comunicar o retorno das obras do novo bairro, contudo, deixando pontuado que ainda persiste a polêmica sobre a questão.
Pela análise das estruturas dos textos, com base em conceitos básicos de jornalismo, é possível perceber o objetivo do veículo que produziu a matéria, seu ponto central e os destinatários da notícia, sem que isso revele a parcialidade do jornalista. A construção da matéria, contudo, não deixa de ser a interpretação do autor sobre determinado fato. Como conclui Pena (2007, p. 51): “A notícia nunca esteve tão carregada de opiniões. E um dos motivos é justamente atender ao critério de objetividade que obriga o jornalista a ouvir sempre os dois lados da história”.

Referências  
JORGE, Thaïs de Mendonça. Manual do foca: Guia de sobrevivência para jornalistas. São Paulo: Contexto, 2008.
PENA, Felipe. Teoria do Jornalismo. 2. Ed. 1ª reimpressão – São Paulo: Contexto, 2007.

Carolina de Moraes Souza é graduanda dos cursos de História (UnB) e Comunicação (Iesb)

sábado, 14 de janeiro de 2012

Rolou em 2011...

"Não cabe a nós que não somos antropólogos falarmos! Um estudo de antropólogos de renome mostrou que é uma área que tem tradições indígenas"(Mônica Veríssimo para o apresentador do programa Bom Dia DF  que questionou se a terra era indígena mesmo na área do Setor Noroeste.)

A geógrafa Mônica Veríssimo, presidente da ONG Fundação Sustentabilidade e Desenvolvimento e do Fórum de ONGs Ambientalistas do Distrito Federal, fala no programa Bom Dia DF e coloca os fatos na cara dos apresentadores, que provavelmente não esperavam por isso. A rede Globo faz anúncios de vendas do Setor Noroeste no intervalo dos jornais locais.

Rolou em 2011...

CAPANGAS DE RURALISTAS ATUANDO COMO POLÍCIA NO SENADO

Estudantes da UnB Universidade de Brasília estavam se manifestando pacificamente contra o novo código florestal durante a votação na comissão de agricultura e na de ciência e tecnologia. O estudante Rafael (geologia) foi covardemente preso e levado a força à delegacia da polícia federal do senado.

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